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Ex-segurança complica vida de Lula no caso do sítio em Atibaia e diz que 'seguia ordens' da ex-primeira dama Marisa

Um dos ex-seguranças do ex-presidente Lula confirmou em depoimento ao juiz Sérgio Moro que 'seguia ordens' de Marisa no sítio em Atibaia: “Quando nós chegávamos lá na residência do senhor presidente, dona Marisa determinava o que era pra ser feito, e nós íamos fazendo o serviço “.

Itamar de Oliveira afirmou nesta quarta-feira (13) ao juiz Sergio Moro que cumpria ordens da ex-primeira-dama Marisa Letícia no sítio de Atibaia (SP) e que, a mando dela, ia até o local de 3 a 4 vezes por semana entre 2010 e 2011.

 O ex-segurança que integrava a equipe de Lula foi ouvido como testemunha de defesa de Rogério Aurélio Pimentel, assessor especial de Lula à época da Presidência da República. Nesta ação, Lula é acusado pelo MPF (Ministério Público Federal) de ter recebido propina de R$ 1,02 milhão das empresas Odebrecht, OAS e Schahin por meio de obras feitas no sítio, que era frequentado pelo ex-presidente e sua família.

Itamar de Oliveira contou que trabalhou com Aurélio por seis anos, desde 2005, começando como segurança e depois passando a assistente de ordem. Ele disse ainda que apenas entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011 --período que coincide com as obras realizadas no sítio, que tiveram início no fim de 2010-- levou Aurélio à propriedade de três a quatro vezes por semana. Tanto ele como Aurélio, afirmou Oliveira, cumpriam ordens dadas "especialmente" por Marisa Letícia.

Oliveira disse ainda que, junto a Aurélio, se deslocava do apartamento do ex-presidente, em São Bernardo do Campo (SP), até o sítio. Em todos os casos, afirmou, Marisa Letícia era quem determinava quais "serviços" deviam ser feitos.

O ex-segurança também afirmou que Aurélio passava um "pronto" a Marisa Letícia —uma espécie de retorno com "o que foi feito e o que não foi feito" entre o que havia sido solicitado por ela.

Segundo a defesa de Fernando Bittar, um dos donos do sítio e amigo de Lula, as obras foram feitas a pedido de Marisa Letícia, com autorização de Bittar.

O MPF acusa Lula de ser o real proprietário do sítio. O petista, que se encontra preso em Curitiba após ter sido condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex, ainda figura como réu em outras seis ações penais. O processo sobre o recebimento de propinas da Odebrecht é o mais adiantado na Lava Jato, mas é possível que o caso do sítio em Atibaia também seja concluído ainda este ano.

 

IMPRENSA VIVA


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